limpa na aparência de novos / Dias.

quinta-feira, 15 de março de 2018

quinta-feira, 15 de março de 2018
CARTA DE ADÃO A EVA, EVOCANDO O MOMENTO ESCULPIDO POR CANTO DA MAYA
Eva,
Deste silêncio te escrevo, mulher,
De mim, da minha mesma humanidade.

Somos corpos da cor da terra,
Das cores do pó onde ainda nenhuma
Criatura rasteja e escrevo-te,
Deste remoto lugar de criação,
Para te dizer o que em ti vejo, mulher,
O que em ti,
Eva, do mesmo pó que eu, contemplo.
Um diante do outro, recurvos,
Sobre as nossas próprias pernas escorados,
Te sinto presente e estremeço. Tenho
As mãos levantadas acolhendo
O teu sorriso ainda liberto
Do sobrevalor da maternidade,
Da vileza da submissão, do torpor
Do recato. Eva, que te vejo
Repetindo a trama para te não
Deixares levar pela cupidez,
Senhora consciente da secura
Provocada pelo excesso da ânsia
E pelo nojo. Te antecipo a remoer
Palavras, a prever a dor de um filho
Morto nos teus braços, Eva. Mulher,
Rendida, como eu, homem, a não
Haver tempo ainda, a não sentir
O peso de estarmos vivos. Serás,
Um dia, dona da tua própria
Submissão, darás do teu seio a quem
Te chamará puta e acolherás
Em tua casa aqueles de quem vais sentir
A culpa que não reconhecem. Eva,
Digo-te que um dia as tuas mãos
Irão segurar outros frutos, diferentes
Desse que colheste ainda agora
Daquela árvore e me apresentas sem
A sombra do medo, sem a violência
Do desejo dos corpos. Somos ambos
Da mesma cor do chão que calcamos, Eva.
Temos a nudez solta e olhos
Que quando se fecham podem ver mais longe.
Nada nos falta sendo iguais. Nem sei
Como te antevejo recolhida, escondendo,
Mulher, o peito, as nádegas, o rosto.
Ainda não reconheço em ti a folha
A ocultar-te o sexo, a fome de seres
Outra sendo tu. Renascerás
Das águas, soprada pelo vento
Até à margem, a perpetuar a beleza
Arrumada em códigos; posarás
Com Jeff Koons, brilhando desafogada
E limpa na aparência de novos
Dias. Eva, mulher de mim, da mesma
Humanidade que eu, homem, de ti,
Semelhantes corpos, fragilidade
Neste abismo ou paraíso.
(in Flanzine, 14 - Dezembro de 2016)

Yi-huá

domingo, 11 de março de 2018

domingo, 11 de março de 2018
"torna-se impossível caminhar ao fim do mundo
quando há sempre algo na fronteira;
nenhuma vida se estende à terra inteira,
nenhuma terra revolta é a mãe de tudo"
Cânone Médio de Yi-huá, tomo VII, livro 52, versos 9-12
via LEANDRO DURAZZO

''sotaque divino''

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

tem sotaque divino
a única poesia que frequento
sou íntimo dos deuses
sei o que digo
não o que escrevo
a verdade tem um cheiro
que não engana
chamar-se-ia senão mentira
a poesia
RAMIRO S. OSÓRIO
(de ‘Ao Largo de Delos’, Companhia das Ilhas, 2018)

Canção da Atenção

sábado, 17 de fevereiro de 2018

sábado, 17 de fevereiro de 2018

O cheiro do ralo
Quando as coisas curiosamente se tornarem tortas, estranhas, fora do lugar como uma foca albina, não sinta pena de si mesmo, nem de nada, nem de voo. Quando as coisas se esquecerem delas próprias, não se esqueça. Se alguma coisa for engano, se algum engano for a coisa, o meio termo de tua vida não deve te deixar de cama. A um nível cósmico tua vida não importa. A um nível micro, há mais coisas a fazer. O teu pequeno incômodo não se encontra nem na alta nebulosa nem na urgência do banheiro, na pequenez do ralo entupido, da banheira. Confie que o universo sabe tomar conta de si. Quando tua meia vida parecer errada, faça o que é preciso fazer, dê atenção ao que precisa ser atentado. Ajoelhe-se e limpe o ralo. Não há qualquer razão para tua mente estar em outro lado, em outro estado. Se a água não escoa mais, se é de limpeza que ali precisa, chegue lá, faça aquilo. De joelhos nos ladrilhos, com as mãos - de preferência -, seja a limpeza. Ouça as nebulosas longe se movendo, ouça estrelas, olhe a água suja a ser sugada novamente. Se o ralo entope, limpe-o. Não há qualquer razão que te autorize a não fazê-lo.
Leandro Durazzo

... in the presence of a human being.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

sábado, 10 de fevereiro de 2018
A Ghost Story, David Lowery, 2017

In solitude we are in the presence of mere matter (even the sky, the stars, the moon, trees in blossom), things of less value (perhaps) than a human spirit. Its value lies in the greater possibility of attention. If we could be attentive to the same degree in the presence of a human being.
SIMONE WEIL

Porque aqueles que nos dão o fogo celeste, / Os deuses, também nos dão a dor sagrada.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Terra natal 

Hölderlin


Alegre regressa o marujo ao rio tranquilo,
De longínquas ilhas, quando colheu seu lucro;
Também eu voltaria assim à terra natal, tivesse eu
Tantos bens colhido como dores colhi.
Ribeiras queridas, que outrora me criastes,
Acalmais vós as dores do amor? Prometeis-me vós,
Bosques da minha juventude, se eu
Voltar, mais uma vez repouso?
Junto ao regato fresco, onde vi brincar as ondas,
Junto ao rio, onde vi singrar os barcos,
Em breve eu estarei; a vós, montes amigos
Que outrora me abrigastes, da minha terra
Seguras fronteiras veneradas, à casa materna
E aos abraços dos irmãos amado,
A todos saúdo em breve, e vós me envolvereis,
Que, como em faixas, o coração me sare,
Ó meus fiéis! Mas eu sei, eu sei,
A dor do amor, essa não cura tão breve,
Essa não me afasta do peito
Nenhuma canção de embalo, que mortais cantem.
Porque aqueles que nos dão o fogo celeste,
Os deuses, também nos dão a dor sagrada.
Por isso esta fique. Filho da terra
Pareço eu: feito para amar, para sofrer.
Obras Completas II, Fundação Calouste Gulbenkian, 1997
tradução de Paulo Quintela

Porém, isso não me impediu de ver plêiades / cada vez que surgias



Provavelmente noutro tempo, 

noutras circunstâncias. Daniel Jonas


Provavelmente noutro tempo, noutras circunstâncias
chegaríamos a iguais resultados
pelo que de nada adianta imaginar um almagesto
ou tabelas de paralaxe para isto
a que convencionalmente chamamos amor,
nem calcular o ângulo
entre nós e o centro da terra,
de nada nos aproveitara, tu e eu
centros escorraçados de irregular gravitação.

Porém, isso não me impediu de ver plêiades
cada vez que surgias (só
não te dizia nada) plêiades iluminando
meu Hades
com suas cabrinhas coruscantes
pascendo
o vale da sombra da morte.

E a questão hoje é: who’s gonna drive you home tonight?
quando o melancólico transístor
destila também outras perguntas, mas nenhuma
tão dura quanto essa,
por exemplo: porque é que a água tem mais tendência
a subir em tubos estreitos
ao contrário do mercúrio?
Isto é view-master e são coisas que faço
na tua ausência.

Daniel Jonas
Os fantasmas inquilinos, Livros Cotovia, 2005

Deixámos a transparência / Ser do tamanho daquilo / Que vimos reflectido

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Quanto não teríamos dito

Se não fossem essas janelas,
Altas, de onde pudemos ver
Os espaços abandonados
Da nossa existência.

Quanta não seria
A ausência sem esses vidros
A deixar ver a desolação
Depois posta à prova
E ocupada com traços

Feitos por dedos ondulantes e
Com ervas rasteiras e cheirosas.
Deixámos a transparência
Ser do tamanho daquilo
Que vimos reflectido

Na superfície
Dos nossos olhos, no brilho
Da boca enquanto dizia
As palavras de uma infância
De agora com os pés descalços.


Rui Almeida, in A Pedra Não Pode Ser Coração, do lado esquerdo, Setembro de 2017, p. 40.

Vida e Ventura.

''Voltei a ser boa e não ouvirei aqueles diabos interiores. Pode censurar-me por ser infeliz às vezes,  por só ver de longe o que me é vida e ventura? Mas juro que serei um modelo exemplar de paciência e brandura.''
Rosa Luxemburgo, Margarethe Von Trotta, 1986

“Um ser humano é parte do todo por nós chamado “universo”, uma parte limitada no tempo e no espaço."

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018


“Um ser humano é parte do todo por nós chamado “universo”, uma parte limitada no tempo e no espaço. Nós experimentamo-nos, aos nossos pensamentos e sentimentos, como algo separado do resto – uma espécie de ilusão de óptica da nossa consciência. Esta ilusão é uma espécie de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e ao afecto por algumas pessoas que nos são mais próximas. A nossa tarefa deve ser a de nos libertarmos desta prisão ampliando o nosso círculo de compreensão e de compaixão de modo a que abranja todas as criaturas vivas e o todo da Natureza na sua beleza”
~ Einstein, The Expanded Quotable Einstein, Princeton University Press, 2000, p.316.

Alessandra Sanguinetti

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
via Paulo Borges

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