«Dessem-me mais tempo e teria construído a perfeição» beatriz hierro lopes
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
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"um homem é uma máquina poética que morre sozinha" Pedro Tiago
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
MATAR UM HOMEM
Quando, aqui há uns anos, me perguntaram se era capaz de matar um homem, respondi que sim, mas, na verdade, se me perguntassem isso hoje, penso que responderia o contrário.
A verdade é que já matei homens pelo caminho. A alguns retirei os olhos, tendo-os, depois, guardado numa caixinha de madeira vermelha sob a cama, em cima de um tapete velho. Julgo, com base num conhecimento livresco, e não empírico, que já não existam, só a caixa, talvez apenas com um muco estranho a empapá-la, ou uma secura extrema de cheiro a corpos mortos, quando a abrirem. Mas isto, como quase tudo, não vem ao caso, vem apenas ao texto, num fluxo absurdo através do qual o autor, que temo realmente ser 'eu', nos leva.
Sei que era incapaz de matar um homem, resumindo, que é o que importa, e não interessando os homens que matei entretanto, que isso, diga-se, foi outra pessoa, perdida numa estase, qualquer, numa onda de tempo que ficou congelada, como se numa fotografia, a perpetuar um gesto, (de assassinato, porque não?), ao longo da eternidade. Ou seja, o que se passa é que este 'eu', com todo o peso, certamente, de todos os outros anteriores, não era capaz de matar um homem. Aliás: não 'é' capaz de matar um homem. Porque sabe que um homem é uma máquina poética que morre sozinha.
A verdade é que já matei homens pelo caminho. A alguns retirei os olhos, tendo-os, depois, guardado numa caixinha de madeira vermelha sob a cama, em cima de um tapete velho. Julgo, com base num conhecimento livresco, e não empírico, que já não existam, só a caixa, talvez apenas com um muco estranho a empapá-la, ou uma secura extrema de cheiro a corpos mortos, quando a abrirem. Mas isto, como quase tudo, não vem ao caso, vem apenas ao texto, num fluxo absurdo através do qual o autor, que temo realmente ser 'eu', nos leva.
Sei que era incapaz de matar um homem, resumindo, que é o que importa, e não interessando os homens que matei entretanto, que isso, diga-se, foi outra pessoa, perdida numa estase, qualquer, numa onda de tempo que ficou congelada, como se numa fotografia, a perpetuar um gesto, (de assassinato, porque não?), ao longo da eternidade. Ou seja, o que se passa é que este 'eu', com todo o peso, certamente, de todos os outros anteriores, não era capaz de matar um homem. Aliás: não 'é' capaz de matar um homem. Porque sabe que um homem é uma máquina poética que morre sozinha.
(primeiro poema de 'O comportamento das paisagens', Artefacto Edições, 2011)
JUNHO
não é tempo para pés nem para pernas e não é tempo
para os outros (quem são os outros?)
para os outros (quem são os outros?)
tudo arde em itálico, no terraço, duas pessoas perguntam
coisas, uma responde; uma é hiperactiva, outra tem
dislexia, a terceira sofre de anorexia nervosa. todas
pensam em línguas dentro da boca, as línguas ocupam
demasiado espaço, dentro das cabeças, mais do que se
julga. mãos nos parapeitos, pés dentro de chinelos,
a língua dentro da boca, enjaulada nos dentes.
coisas, uma responde; uma é hiperactiva, outra tem
dislexia, a terceira sofre de anorexia nervosa. todas
pensam em línguas dentro da boca, as línguas ocupam
demasiado espaço, dentro das cabeças, mais do que se
julga. mãos nos parapeitos, pés dentro de chinelos,
a língua dentro da boca, enjaulada nos dentes.
não é tempo para poesia nem para palavras, é tempo
para dormir.
para dormir.
(primeiro poema de 'a lonely gigolo', do lado esquerdo, 2018)
''o horizonte em chamas nomeia a solidão''
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
George Friederic Handel: La Paix, de Music for the Royal Fireworks
Amadeu Baptista
Há uma curta distância entre o céu
e a terra,
eu posso imaginar as aves inquietas,
o que passa é forte
como um remo abrindo as águas
e a imagem do homem.
Deste lado da luz
o horizonte em chamas
nomeia a solidão,
é grande o ar,
a justa participação do que redime
pelo precário poder
dos deuses,
a chama ilesa.
É do fogo que chega
este mistério,
pelo inefável arde,
o eterno sopro em pedra
e o som
- a paz do mar.
em O Bosque Cintilante, Azeitão: Juntas de Freguesia de S. Lourenço e S. Simão, 1ª edição, 2007, p.34.
''Life is brief. Fall in love''
Life is brief. Fall in love, maidens,
Before the crimson bloom fades from your lips,
Before the tides of passion cool within you,
For those of you who know no tomorrow.
Life is brief. Fall in love, maidens,
Before his hands take up his boat,
Before the flush of his cheeks fades,
For those of you who will never return here.
Life is brief. Fall in love, maidens,
Before the boat drifts away on the waves,
Before the hand resting on your shoulder becomes frail,
For those who will never be seen here again.
Life is brief. Fall in love, maidens,
Before the raven tresses begin to fade,
Before the flame in your hearts flicker and die,
For those to whom today will never return.
Before the crimson bloom fades from your lips,
Before the tides of passion cool within you,
For those of you who know no tomorrow.
Life is brief. Fall in love, maidens,
Before his hands take up his boat,
Before the flush of his cheeks fades,
For those of you who will never return here.
Life is brief. Fall in love, maidens,
Before the boat drifts away on the waves,
Before the hand resting on your shoulder becomes frail,
For those who will never be seen here again.
Life is brief. Fall in love, maidens,
Before the raven tresses begin to fade,
Before the flame in your hearts flicker and die,
For those to whom today will never return.
Viver (Ikiru - Japão, 1952). Realizador: Akira Kurosawa
''Reconhecer enfim o divórcio como um sacramento.''
RELIGIÃO
If I were called in
to construct a religion
I should make use of water
PHILIP LARKIN
Inaugurar uma religião:
adorar os pontos em que se formam
as estações do ano
os gestos de desnudar-se
o dia depois da chuva
a distância: entre uma árvore e outra árvore,
entre cidades com o mesmo nome
em diferentes continentes.
Criar relíquias:
os táxis ao entardecer, as colheres
brilhando ao sol
esboços de mãos e pés
de pintores antigos
as presas ensanguentadas
que nos trazem os gatos.
E ainda outras, íntimas, insensatas
a luz nos seus cabelos
as fotografias de parentes
que não sabemos quem são.
Adotar novas bíblias:
longos romances inacabados
palavras lidas sobre os ombros
de alguém no metrô
poemas clássicos traduzidos
por tradutores automáticos.
Reconhecer enfim o divórcio
como um sacramento.
Na liturgia
tocar como partituras
os mapas das cidades.
E no Natal
só celebrar o que nasce
do sexo
para morrer
de fato.
Ana Martins Marques
in Telhados de Vidro n.º 22,
com capa de Rui Chafes e arranjo gráfico de Inês Mateus (sobre grafismo de Olímpio Ferreira),
Lisboa, Averno, 2017
Lisboa, Averno, 2017
tudo isto se passa como se tudo isto não fosse um drama
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
''Moram na viela íngreme e cascosa, que revê humidade
em pleno verão, velhas a quem só restam palavras, presas, alimentadas,
encarniçadas, como um doido sobre uma coroa de lata que lhes enche o
mundo todo. Mora de um lado o espanto e a árvore; do outro o absurdo. E
todos à uma afastam e repelem de si a vida. Moram aqui a D. Engrácia e a D.
Biblioteca. Mora aqui a Teles que passa a vida a limpar os móveis, só e
fechada com os móveis reluzentes, talvez resto de um sonho a que se apega
com desespero, e velhas só mesuras, só baba, só rancor. Ter uma mania e
pensar nela com obstinação! Criá-la. Ter uma mania e vê-la crescer como um
filho!... Mora aqui a D. Restituta, sempre a acenar que sim à vida, e a Orsula,
cuja missão no mundo é fazer rir os outros. Todos os dias a morte os leva,
todos os dias toca a finados. O nada a espera e a D. Procópia a abrir a boca
com sono, como se não tivesse diante de si a eternidade para dormir, e a D.
Felizarda a invejar as plumas da D. Biblioteca. Tudo isto se passa como se
tudo isto não tivesse importância nenhuma; tudo isto se passa como se tudo
isto não fosse um drama e todos os dramas, um minuto e todos os minutos.
(...)
Reduzimos a vida a esta insignificância... Construímos ao lado outra vida falsa,
que acabou por nos dominar. Toda a gente fala no céu, mas quantos passaram
no mundo sem ter olhado o céu na sua profunda, na sua temerosa realidade?
O nome basta-nos para lidar com ele. Nenhum de nós repara no que está por
trás de cada sílaba: afundamos as almas em restos, em palavras, em cinza.
Construímos cenários e convencionamos que a vida se passasse segundo
certas regras. Isto é a consciência — isto é o infinito...''
Raul Brandão, Húmus
''Isto de estar vivo ainda um dia acaba mal.'' Manoel da Fonseca (via RAP)
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
Come sua cruz de carne / Assada
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Um ninho de vísceras
Sobre a árvore ressequida do teu sexo
Um negro ciprestre que se ergue pela eternidade
Velam os mortos que alimentam suas raízes
Dois ladrões crucificados sobre costeletas de cordeiro
Enganam-se de um terceiro que, cumprida a sua missão,
Come sua cruz de carne
Assada
Sobre a árvore ressequida do teu sexo
Um negro ciprestre que se ergue pela eternidade
Velam os mortos que alimentam suas raízes
Dois ladrões crucificados sobre costeletas de cordeiro
Enganam-se de um terceiro que, cumprida a sua missão,
Come sua cruz de carne
Assada
Joyce Mansour
E revira na tela a imagem do barco para que Ulisses / Sempre retorne às imaginárias Ítacas
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
DEUS EX-MACHINA [lisboa.02/17]
Jussara Salazar
Meu corpo é um oceano esférico com peixes boreais|Dionísio brinda
Águas fluem desde myanmar para tecer um futuro
E levar os trens que passam rápido pela estação de arroios
Donde lê-se que toda ciência no futuro
Será exactamente verdade será exactamente inverdade
Um oceano esférico que aguarda|vampyroteuthis infernalis
Águas fluem antigas e medusas cristalinas leem o futuro
Enquanto os carros passam rápidos e cada clamor de seus motores
Enchem o ar de ondas escuras que sonham infâncias
Um oceano esférico onde as mulheres do oriente colhem arroz
Águas fontanas fios de seda tecidos sem a angústia mecânica
Enquanto navegam os barcos e elas cantam
Como um coro de meninas colhem flores aquáticas
Um oceano esférico deslocado deformado|metamorfose anamorfose
Águas estriadas por guerras para destecer um passado
Sob o olhar teatral de um deus impossível
Enquanto os tentáculos do tempo armam cenas humanas
Um oceano esférico e imaginário que abraça Beatriz e Dante
E revira na tela a imagem do barco para que Ulisses
Sempre retorne à imaginárias Ítacas
Para que a velha ama lave seus pés cansados da guerra
Um oceano esférico que abre cicatrizes em nosso útero
E eleva-se como o fez occam|malin génie cartesiano|sobre o mundo
Quando éramos a carne e o sangue
O corpo e o espírito|o desregramento dionisíaco
Um oceano esférico chamado humano
Oh se me fosse possível eu o faria ser mil anos antes
E retornaria ao mundo e às feridas | corpo anticorpo
Ao colo da terra agora coberta por esta estranha perfeição
Eu sentaria na estação de arroios
E sentiria a dor e a fome
E o estremecimento de trens humanamente lotados
E escutaria o coração de homens e mulheres à espera na beira do cais
Ergo sum qui sum [_deus ex-machina_] Exílio.
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