Neuvaine, Olivier Smolders, 1984
tudo isto se passa como se tudo isto não fosse um drama
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
''Moram na viela íngreme e cascosa, que revê humidade
em pleno verão, velhas a quem só restam palavras, presas, alimentadas,
encarniçadas, como um doido sobre uma coroa de lata que lhes enche o
mundo todo. Mora de um lado o espanto e a árvore; do outro o absurdo. E
todos à uma afastam e repelem de si a vida. Moram aqui a D. Engrácia e a D.
Biblioteca. Mora aqui a Teles que passa a vida a limpar os móveis, só e
fechada com os móveis reluzentes, talvez resto de um sonho a que se apega
com desespero, e velhas só mesuras, só baba, só rancor. Ter uma mania e
pensar nela com obstinação! Criá-la. Ter uma mania e vê-la crescer como um
filho!... Mora aqui a D. Restituta, sempre a acenar que sim à vida, e a Orsula,
cuja missão no mundo é fazer rir os outros. Todos os dias a morte os leva,
todos os dias toca a finados. O nada a espera e a D. Procópia a abrir a boca
com sono, como se não tivesse diante de si a eternidade para dormir, e a D.
Felizarda a invejar as plumas da D. Biblioteca. Tudo isto se passa como se
tudo isto não tivesse importância nenhuma; tudo isto se passa como se tudo
isto não fosse um drama e todos os dramas, um minuto e todos os minutos.
(...)
Reduzimos a vida a esta insignificância... Construímos ao lado outra vida falsa,
que acabou por nos dominar. Toda a gente fala no céu, mas quantos passaram
no mundo sem ter olhado o céu na sua profunda, na sua temerosa realidade?
O nome basta-nos para lidar com ele. Nenhum de nós repara no que está por
trás de cada sílaba: afundamos as almas em restos, em palavras, em cinza.
Construímos cenários e convencionamos que a vida se passasse segundo
certas regras. Isto é a consciência — isto é o infinito...''
Raul Brandão, Húmus
''Isto de estar vivo ainda um dia acaba mal.'' Manoel da Fonseca (via RAP)
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
Come sua cruz de carne / Assada
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Um ninho de vísceras
Sobre a árvore ressequida do teu sexo
Um negro ciprestre que se ergue pela eternidade
Velam os mortos que alimentam suas raízes
Dois ladrões crucificados sobre costeletas de cordeiro
Enganam-se de um terceiro que, cumprida a sua missão,
Come sua cruz de carne
Assada
Sobre a árvore ressequida do teu sexo
Um negro ciprestre que se ergue pela eternidade
Velam os mortos que alimentam suas raízes
Dois ladrões crucificados sobre costeletas de cordeiro
Enganam-se de um terceiro que, cumprida a sua missão,
Come sua cruz de carne
Assada
Joyce Mansour
E revira na tela a imagem do barco para que Ulisses / Sempre retorne às imaginárias Ítacas
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
DEUS EX-MACHINA [lisboa.02/17]
Jussara Salazar
Meu corpo é um oceano esférico com peixes boreais|Dionísio brinda
Águas fluem desde myanmar para tecer um futuro
E levar os trens que passam rápido pela estação de arroios
Donde lê-se que toda ciência no futuro
Será exactamente verdade será exactamente inverdade
Um oceano esférico que aguarda|vampyroteuthis infernalis
Águas fluem antigas e medusas cristalinas leem o futuro
Enquanto os carros passam rápidos e cada clamor de seus motores
Enchem o ar de ondas escuras que sonham infâncias
Um oceano esférico onde as mulheres do oriente colhem arroz
Águas fontanas fios de seda tecidos sem a angústia mecânica
Enquanto navegam os barcos e elas cantam
Como um coro de meninas colhem flores aquáticas
Um oceano esférico deslocado deformado|metamorfose anamorfose
Águas estriadas por guerras para destecer um passado
Sob o olhar teatral de um deus impossível
Enquanto os tentáculos do tempo armam cenas humanas
Um oceano esférico e imaginário que abraça Beatriz e Dante
E revira na tela a imagem do barco para que Ulisses
Sempre retorne à imaginárias Ítacas
Para que a velha ama lave seus pés cansados da guerra
Um oceano esférico que abre cicatrizes em nosso útero
E eleva-se como o fez occam|malin génie cartesiano|sobre o mundo
Quando éramos a carne e o sangue
O corpo e o espírito|o desregramento dionisíaco
Um oceano esférico chamado humano
Oh se me fosse possível eu o faria ser mil anos antes
E retornaria ao mundo e às feridas | corpo anticorpo
Ao colo da terra agora coberta por esta estranha perfeição
Eu sentaria na estação de arroios
E sentiria a dor e a fome
E o estremecimento de trens humanamente lotados
E escutaria o coração de homens e mulheres à espera na beira do cais
Ergo sum qui sum [_deus ex-machina_] Exílio.
Proclamo a minha solidariedade com todos os biliões de frangos / do planeta
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
O NOVÍSSIMO TESTAMENTO
para acabar de vez com os direitos humanos
e restaurar os direitos divinos
Escrevi este testamento com sangue
de galinha
eu que não esqueço nunca a minha condição de pilha-galinhas
condenado a viver num galinheiro povoado de fantasmas de
galinhas-da-índia patos perus gansos garnizés
e a cacarejar pela noite fora
sem que um só galo da vizinhança me responda
nem os galos dos cata-ventos
- quando o galo cantar renegar-me-ás três vezes quando o galo
cantar -
Quando era criança antes de matar uma galinha
a minha mãe pedia-me para lhe prender as pernas e as asas
eu metia as mãos por debaixo da saia e prendia-lhe as asas e as
pernas com todas as minhas forças
O sangue jorrava da sua cabeça para uma malga com vinagre
e ficava depois muito tempo ainda a espernear no alguidar
o pequeno olho muito aberto...
Os meus sonhos estão cheios de cabeças de galinha
ainda escorrendo sangue
de milhões de asas de milhões de patas de galinha de milhões
de ovos
Quem vai bater esta gigantesca omeleta de ovos
na frigideira celeste?
A minha alma é uma pequena alma entre biliões de outras almas
Que tamanho tem a alma dum mosquito?
Proclamo a minha solidariedade com todos os biliões de frangos
do planeta
que tentam em vão escapar à máquina de depenar eléctrica
com todos os carneiros cabras ovelhas avestruzes
- Eu sou um cordeiro inocente que se perdeu do pastor
e não sabe senão balir -
com todas as vacas
condenadas a comer rações impróprias e a um orgasmo gelado
No silêncio dos estábulos elas preparam a sua vingança
enquanto sonham com um prado verde de gramíneas
- e essa vingança será terrível -
Este é um testamento escrito com o sangue
do último dos genocídios
- e esse sangue é da cor do alcatrão -
tendo como testemunhas apenas as duas metades
do meu coração
Jorge Sousa Braga
Boca unida ainda à árvore obscura.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
com as constelações
sábado, 16 de dezembro de 2017
PARÁFRASE
Este poema começa por te comparar
com as constelações,
com os seus nomes mágicos
e desenhos precisos,
e depois
um jogo de palavras indica
que sem ti a astronomia
é uma ciência infeliz.
Em seguida, duas metáforas
introduzem o tema da luz
e dos contrastes
petrarquistas que existem
na mulher amada,
no refúgio triste da imaginação.
com as constelações,
com os seus nomes mágicos
e desenhos precisos,
e depois
um jogo de palavras indica
que sem ti a astronomia
é uma ciência infeliz.
Em seguida, duas metáforas
introduzem o tema da luz
e dos contrastes
petrarquistas que existem
na mulher amada,
no refúgio triste da imaginação.
A segunda estrofe sugere
que a diversidade de seres vivos
prova a existência
de Deus
e a tua, ao mesmo tempo
que toma um por um
os atributos
que participam da tua natureza
e do espaço criador
do teu silêncio.
que a diversidade de seres vivos
prova a existência
de Deus
e a tua, ao mesmo tempo
que toma um por um
os atributos
que participam da tua natureza
e do espaço criador
do teu silêncio.
Uma hipérbole, finalmente,
diz que me fazes muita falta.
diz que me fazes muita falta.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Quantas vidas se fariam com o que a nossa não utilizou.
VIRGILIO FERREIRA
Na Noite Terrível
Na noite terrível, substância natural de todas as noites,
Na noite de insônia, substância natural de todas as minhas noites,
Relembro, velando em modorra incômoda,
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.
Relembro, e uma angústia
Espalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo.
O irreparável do meu passado — esse é que é o cadáver!
Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures,
Na ilusão do espaço e do tempo,
Na falsidade do decorrer.
Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido —
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso — e foi afinal o melhor de mim — é que nem os Deuses fazem viver ...
Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro —
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.
Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais,
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida...
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.
O que falhei deveras não tem sperança nenhuma
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei,
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos,
Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p'ra mim.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Na noite de insônia, substância natural de todas as minhas noites,
Relembro, velando em modorra incômoda,
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.
Relembro, e uma angústia
Espalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo.
O irreparável do meu passado — esse é que é o cadáver!
Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures,
Na ilusão do espaço e do tempo,
Na falsidade do decorrer.
Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido —
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso — e foi afinal o melhor de mim — é que nem os Deuses fazem viver ...
Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro —
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.
Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais,
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida...
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.
O que falhei deveras não tem sperança nenhuma
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei,
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos,
Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p'ra mim.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
A canção de Hyperion
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
| A canção de Hyperion |
| Oh santos génios! Vós caminhais, lá por cima, em luz, sobre terra suave. Brilhantes deuses etéreos Tocam-vos levemente, Qual os dedos da artista nas cordas santas Sem destino, como a criança Adormecida, os anjos respiram; Castamente guardado Em discretos botões, O espírito floresce-lhes, Eterno, E os santos olhos Vêem em silenciosa E eterna claridade. Nós, porém, fomos condenados a errar, Sem descanso, p’la terra fora. Ao acaso, de uma Hora para a outra, Os homens sofredores Somem-se e caiem, Como a água atirada de Recife para recife, Ano após ano, na incerteza |
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