António Ramos Rosa (Círculo Aberto, 1976)
Boca unida ainda à árvore obscura.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Sem comentários
com as constelações
sábado, 16 de dezembro de 2017
PARÁFRASE
Este poema começa por te comparar
com as constelações,
com os seus nomes mágicos
e desenhos precisos,
e depois
um jogo de palavras indica
que sem ti a astronomia
é uma ciência infeliz.
Em seguida, duas metáforas
introduzem o tema da luz
e dos contrastes
petrarquistas que existem
na mulher amada,
no refúgio triste da imaginação.
com as constelações,
com os seus nomes mágicos
e desenhos precisos,
e depois
um jogo de palavras indica
que sem ti a astronomia
é uma ciência infeliz.
Em seguida, duas metáforas
introduzem o tema da luz
e dos contrastes
petrarquistas que existem
na mulher amada,
no refúgio triste da imaginação.
A segunda estrofe sugere
que a diversidade de seres vivos
prova a existência
de Deus
e a tua, ao mesmo tempo
que toma um por um
os atributos
que participam da tua natureza
e do espaço criador
do teu silêncio.
que a diversidade de seres vivos
prova a existência
de Deus
e a tua, ao mesmo tempo
que toma um por um
os atributos
que participam da tua natureza
e do espaço criador
do teu silêncio.
Uma hipérbole, finalmente,
diz que me fazes muita falta.
diz que me fazes muita falta.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Quantas vidas se fariam com o que a nossa não utilizou.
VIRGILIO FERREIRA
Na Noite Terrível
Na noite terrível, substância natural de todas as noites,
Na noite de insônia, substância natural de todas as minhas noites,
Relembro, velando em modorra incômoda,
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.
Relembro, e uma angústia
Espalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo.
O irreparável do meu passado — esse é que é o cadáver!
Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures,
Na ilusão do espaço e do tempo,
Na falsidade do decorrer.
Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido —
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso — e foi afinal o melhor de mim — é que nem os Deuses fazem viver ...
Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro —
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.
Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais,
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida...
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.
O que falhei deveras não tem sperança nenhuma
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei,
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos,
Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p'ra mim.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Na noite de insônia, substância natural de todas as minhas noites,
Relembro, velando em modorra incômoda,
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.
Relembro, e uma angústia
Espalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo.
O irreparável do meu passado — esse é que é o cadáver!
Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures,
Na ilusão do espaço e do tempo,
Na falsidade do decorrer.
Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido —
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso — e foi afinal o melhor de mim — é que nem os Deuses fazem viver ...
Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro —
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.
Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais,
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida...
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.
O que falhei deveras não tem sperança nenhuma
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei,
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos,
Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p'ra mim.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
A canção de Hyperion
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
| A canção de Hyperion |
| Oh santos génios! Vós caminhais, lá por cima, em luz, sobre terra suave. Brilhantes deuses etéreos Tocam-vos levemente, Qual os dedos da artista nas cordas santas Sem destino, como a criança Adormecida, os anjos respiram; Castamente guardado Em discretos botões, O espírito floresce-lhes, Eterno, E os santos olhos Vêem em silenciosa E eterna claridade. Nós, porém, fomos condenados a errar, Sem descanso, p’la terra fora. Ao acaso, de uma Hora para a outra, Os homens sofredores Somem-se e caiem, Como a água atirada de Recife para recife, Ano após ano, na incerteza |
neste intervalo de terra prometida / e de deserto
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
jubilação de nomes
ajuda-nos, Deus,
a sair do labirinto das coisas (mal)ditas,
a meada da retórica
que debita a máscara
a sair do labirinto das coisas (mal)ditas,
a meada da retórica
que debita a máscara
tu que és a graça e o rigor
das linhas desenhadas,
a onda que regressa e que advém
neste intervalo de terra prometida
e de deserto
das linhas desenhadas,
a onda que regressa e que advém
neste intervalo de terra prometida
e de deserto
empresta ao nosso ouvido
a graça da rocha mãe do solo,
a cedência ao ritmo do que vem de longe,
e se não prescreve
a graça da rocha mãe do solo,
a cedência ao ritmo do que vem de longe,
e se não prescreve
e que a tua alegria permaneça
por JOSÉ AUGUSTO MOURÃO
(de 'dizer DEUS ao (des)abrigo do Nome', 1991)
LADY LAZARUS (again)
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
Sylvia Plath, 1932 - 1963
I have done it again.
One year in every ten
I manage it—
A sort of walking miracle, my skin
Bright as a Nazi lampshade,
My right foot
A paperweight,
My face a featureless, fine
Jew linen.
Peel off the napkin
O my enemy.
Do I terrify?—
The nose, the eye pits, the full set of teeth?
The sour breath
Will vanish in a day.
Soon, soon the flesh
The grave cave ate will be
At home on me
And I a smiling woman.
I am only thirty.
And like the cat I have nine times to die.
This is Number Three.
What a trash
To annihilate each decade.
What a million filaments.
The peanut-crunching crowd
Shoves in to see
Them unwrap me hand and foot—
The big strip tease.
Gentlemen, ladies
These are my hands
My knees.
I may be skin and bone,
Nevertheless, I am the same, identical woman.
The first time it happened I was ten.
It was an accident.
The second time I meant
To last it out and not come back at all.
I rocked shut
As a seashell.
They had to call and call
And pick the worms off me like sticky pearls.
Dying
Is an art, like everything else.
I do it exceptionally well.
I do it so it feels like hell.
I do it so it feels real.
I guess you could say I’ve a call.
It’s easy enough to do it in a cell.
It’s easy enough to do it and stay put.
It’s the theatrical
Comeback in broad day
To the same place, the same face, the same brute
Amused shout:
‘A miracle!'
That knocks me out.
There is a charge
For the eyeing of my scars, there is a charge
For the hearing of my heart—
It really goes.
And there is a charge, a very large charge
For a word or a touch
Or a bit of blood
Or a piece of my hair or my clothes.
So, so, Herr Doktor.
So, Herr Enemy.
I am your opus,
I am your valuable,
The pure gold baby
That melts to a shriek.
I turn and burn.
Do not think I underestimate your great concern.
Ash, ash—
You poke and stir.
Flesh, bone, there is nothing there--
A cake of soap,
A wedding ring,
A gold filling.
Herr God, Herr Lucifer
Beware
Beware.
Out of the ash
I rise with my red hair
And I eat men like air.
23-29 October 1962
núpcias.
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
O conhecimento de Deus é nupcial, para o poeta religioso.
(...) A grande poesia religiosa é interrogativa, e não apenas assertiva. Mais evocativa do que afirmativa. Como uma prática iconoclasta da linguagem.
JOSÉ AUGUSTO MOURÃONão trago Deus em mim mas no mundo o procuro / Sabendo que o real o mostrará
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
Poema
A minha vida é o mar o Abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita
Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará
Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento
A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto
Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento
E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada
Sophia de Mello Breyner Andresen
O religioso.
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
"O religioso é onde tudo se desenha, mesmo quando não sabemos. Isso que nos está falando sem nos falar."
EDUARDO LOURENÇO
nenhuma ilha era assim tão solitária
segunda-feira, 5 de junho de 2017
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Mesmo em meio à guerra, ao isolamento imposto a toque de clarins, Margarida ouvia a música entrando em toda fresta de seu quarto. Não sabia dizer se era orquestra, cadetes feridos praticando algumas notas, se era a radiola de algum general de alta patente que, como todos ali, seguia doente esperando o armistício, Margarida não sabia dizer. Mas era o que menos importava, pensava, porque não era o dizer que falava mais alto naqueles momentos. Antes, bem antes, era o vento soprando a clarineta, ou o tiquetaquear das horas sobre as cordas do violoncelo. Margarida se calava, simplesmente, a ouvir aquele som escorrendo pelo batente, transbordando as venezianas, pintando de outras chamas o inferno que ia fora, nos frontes de batalha, e mesmo dentro de algumas pequenas casas, com suas camas, padiolas e mortalhas. Entre uma costura e outra, no passo de um e outro ilhós, Margarida ouvia o ar dizendo, as cordas pelo ar soando, que nenhuma ilha era assim tão solitária, e que mesmo sendo a guerra meio eterna, nunca eram eternos os frontes de batalha.
Leandro Durazzo
Dentro dela há pouco espaço, / ela só me tem amor.
sábado, 3 de junho de 2017
sábado, 3 de junho de 2017
'Senhor, liberta-me de mim mesmo'
para que eu possa esconder-me dentro
delas. Dentro dela há pouco espaço,
ela só me tem amor. Compra-me cigarros, cozinha-me refeições, expõe-me
como refugiado aos efeitos benéficos do álcool – e aguarda.
Aguarda que lhe devolva amor.
Por isso, Senhor, peço: 'liberta-me
de mim mesmo' para que eu possa esconder-me
dentro delas, das paredes.
Dois metros e vinte por outros tantos ou mais é espaço suficiente
para que possa esconder-me e servir-Te como mereces:
erguer-Te uma capela, pintar-Te um fresco, ser genial para Ti, Senhor,
liberto de mim mesmo
por dentro das paredes
do útero dela.
in A Habitação de Jonas, 2013
Inês Fonseca Santos
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