The Rope, Hitchcock, 1948
(Mas há / há em ti um deus de qualquer espécie)
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Sem comentários
RELIGIÃO - etimologia
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Religion (from O.Fr. religion "religious community," from L. religionem (nom. religio) "respect for what is sacred, reverence for the gods,"[11] "obligation, the bond between man and the gods"[12]) is derived from the Latin religiō, the ultimate origins of which are obscure. One possibility is an interpretation traced to Cicero, connecting lego "read", i.e. re (again) + lego in the sense of "choose", "go over again" or "consider carefully". Modern scholars such as Tom Harpur and Joseph Campbell favor the derivation from ligare "bind, connect", probably from a prefixed re-ligare, i.e. re (again) + ligare or "to reconnect," which was made prominent by St. Augustine, following the interpretation of Lactantius.The medieval usage alternates with order in designating bonded communities like those of monastic orders: "we hear of the 'religion' of the Golden Fleece, of a knight 'of the religion of Avys'".
According to the philologist Max Müller, the root of the English word "religion", the Latin religio, was originally used to mean only "reverence for God or the gods, careful pondering of divine things, piety" (which Cicero further derived to mean "diligence").[16][17] Max Müller characterized many other cultures around the world, including Egypt, Persia, and India, as having a similar power structure at this point in history. What is called ancient religion today, they would have only called "law".
Many languages have words that can be translated as "religion", but they may use them in a very different way, and some have no word for religion at all. For example, the Sanskrit word dharma, sometimes translated as "religion", also means law. Throughout classical South Asia, the study of law consisted of concepts such as penance through piety and ceremonial as well as practical traditions. Medieval Japan at first had a similar union between "imperial law" and universal or "Buddha law", but these later became independent sources of power.
There is no precise equivalent of "religion" in Hebrew, and Judaism does not distinguish clearly between religious, national, racial, or ethnic identities. One of its central concepts is "halakha", sometimes translated as "law"", which guides religious practice and belief and many aspects of daily life."
According to the philologist Max Müller, the root of the English word "religion", the Latin religio, was originally used to mean only "reverence for God or the gods, careful pondering of divine things, piety" (which Cicero further derived to mean "diligence").[16][17] Max Müller characterized many other cultures around the world, including Egypt, Persia, and India, as having a similar power structure at this point in history. What is called ancient religion today, they would have only called "law".
Many languages have words that can be translated as "religion", but they may use them in a very different way, and some have no word for religion at all. For example, the Sanskrit word dharma, sometimes translated as "religion", also means law. Throughout classical South Asia, the study of law consisted of concepts such as penance through piety and ceremonial as well as practical traditions. Medieval Japan at first had a similar union between "imperial law" and universal or "Buddha law", but these later became independent sources of power.
There is no precise equivalent of "religion" in Hebrew, and Judaism does not distinguish clearly between religious, national, racial, or ethnic identities. One of its central concepts is "halakha", sometimes translated as "law"", which guides religious practice and belief and many aspects of daily life."
''Eu passo e muda-se-me o coração.''
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Os pássaros nascem na ponta das árvores
As árvores que eu vejo em vez de fruto dão pássaros
Os pássaros são o fruto mais vivo das árvores
Os pássaros começam onde as árvores acabam
Os pássaros fazem cantar as árvores
Ao chegar aos pássaros as árvores engrossam movimentam-se
deixam o reino vegetal para passar a pertencer ao reino animal
Como pássaros poisam as folhas na terra
quando o outono desce veladamente sobre os campos
Gostaria de dizer que os pássaros emanam das árvores
mas deixo essa forma de dizer ao romancista
é complicada e não se dá bem na poesia
não foi ainda isolada da filosofia
Eu amo as árvores principalmente as que dão pássaros
Quem é que lá os pendura nos ramos?
De quem é a mão a inúmera mão?
Eu passo e muda-se-me o coração
As árvores que eu vejo em vez de fruto dão pássaros
Os pássaros são o fruto mais vivo das árvores
Os pássaros começam onde as árvores acabam
Os pássaros fazem cantar as árvores
Ao chegar aos pássaros as árvores engrossam movimentam-se
deixam o reino vegetal para passar a pertencer ao reino animal
Como pássaros poisam as folhas na terra
quando o outono desce veladamente sobre os campos
Gostaria de dizer que os pássaros emanam das árvores
mas deixo essa forma de dizer ao romancista
é complicada e não se dá bem na poesia
não foi ainda isolada da filosofia
Eu amo as árvores principalmente as que dão pássaros
Quem é que lá os pendura nos ramos?
De quem é a mão a inúmera mão?
Eu passo e muda-se-me o coração
Ruy Belo
Trent Parke
Ponto de fuga
O amor é a finalidade final
da história do mundo —
o ámen do universo.
NOVALIS

da história do mundo —
o ámen do universo.
NOVALIS

When a woman ascends the stairs, Naruse, 1960
Árvore do Conhecimento.
domingo, 21 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
Génesis, 2:17 : ''Mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que comerdes dele, morrerás de morte.''
Angyali üdvözlet, András Jeles, 1984
Paulette Tavormina: As fotografias de Natureza Morta
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
''A wave rolled toward you out of the distant past''
sábado, 13 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
“Every man has within himself the entire human condition” - Michel de Montaigne
domingo, 29 de maio de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
O sempre desejar da sensação
sábado, 30 de abril de 2011
CÉZANNE /
FRIDA KAHLO /
HEIDEGGER /
IEDA TUCHERMAN /
JORDAN BELSON /
LUIS MENDONÇA /
M. FILOMENA MOLDER /
MARINA NUNEZ /
STAN BRAKHAGE /
TERRENCE MALICK
sábado, 30 de abril de 2011
é o mesmo que desejar a vida-além
Frida Kahlo, "Auto-retrato dedicado a Marte R. Gomez", 1946, lápis sobre papel. O terceiro olho místico aqui substituído pelo pássaro que une as sobrancelhas de Kahlo.
DESEJOS DE CLARIVIDÊNCIA
MAIS VISÃO, MAIS IMAGENS
VIDA : A CONSTITUIÇÃO LUMINOSA/ ILUMINADORA
DAS IMAGENS
O Deserto do Real
E O SEMPRE DESEJAR DA SENSAÇÃO
(CONTRA A DITADURA DA FIGURA)
ROTHKO É DEUS QUE SE VISITA ANTES DOS DIAS DA CRIAÇÃO
Rothko, Simon Schama
"A única realidade da vida é a sensação. A única realidade em arte é a consciência da sensação." Fernando Pessoa
“ Como Abel Gance escreveu em “O Tempo da Imagem chegou”: Todas as lendas, toda a mitologia e todos os mitos, todos os fundadores de religião e todas as religiões, todas as grandes figuras da história, todos os reflexos objectivos da imaginação dos povos entre os milénios, todos, tudo, aguardam a sua ressurreição luminosa. Os heróis embatem de encontro às nossas portas para entrar.”Gérard Leblanc in L’utopie Gancienne
“ (...) Abel Gance compara o filme com os hieróglifos. “Cá vemos nós, por um prodigioso recuo, ressurgir o plano de expressão dos Egípcios... A linguagem das imagens não está ainda apurada porque os nossos olhos não estão ainda feitos para elas. Não existe ainda o respeito e culto suficientes para a forma como elas se exprimem” Ou como escreve Séverin-Mars (actor de Gance), “Esta arte tinha um sonho, mais poético e mais real. Considerado assim, o cinamatógrafo tornou-se um meio de expressão absolutamente excepcional, e na sua esfera interior não deveriam actuar senão as personagens da mais superior das poesias, nos recantos mais perfeitos e mais misteriosos do seu percurso.”
L’art cinématographíque 11. Paris, 1927. p. 101 e 102.
DESEJOS DE CLARIVIDÊNCIA
MAIS VISÃO, MAIS IMAGENS
Uma lenda : nas crenças sobre um continente perdido, a Lemúria que existiu na pré-história (trazido à teosofia pelos escritos de Madame Blavatsky, no século XIX) conta-se que, numa versão diferente da evolução humana, teria havido uma raça humana distinta, com esqueleto cartilaginoso e três olhos, sendo o “terceiro olho” hoje correspondente à glândula pineal ou epífise, localizada na zona da testa e relacionada com a estrutura embrionária ocular. Esta glândula em forma de olho concedia aos lemurianos os seus poderes paranormais, e seria um importante centro de energia, relacionado com a paranormalidade. O terceiro olho, ou olho interior, é um conceito esotérico vasto que tem origem na tradição dhármica do Hinduísmo, apesar de vir a ser posteriormente adoptado por outras crenças e religiões. É descrito como uma porta para os recantos mais íntimos do ser, para novas iluminações e percepções, para os espaços de uma consciência mais desperta, capaz de chamar à mente novas imagens – as nunca vistas. Estas, incluem visões, a clarividência (capacidade de distinguir chakras e auras), a pré-cognição ou adivinhação, e experiências de transcendência física. Uma mutação humana, que atravessa a mitologia e a mitografia, incorporando inúmeras metáforas correspondentes no legado do pensamento humano, que acompanham uma demanda maior e mais antiga. No corpo de uma inadequação constante, a insatisfação da experiência humana busca algo de essencial, para lá das fronteiras dos limites ópticos. Esta procura da clarividência é a aproximação a algo que se adianta como mais real – apurando a percepção humana individual (limitada desde que o ser humano toma consciência dos seus limites), com o incremento dos sentidos (o olho interior corresponde ao “sexto sentido”, exteriorizado nesta figuração). Chegámos a outras imagens para esta materialização : desde os óculos de They Live ( John Carpenter) à simbiose absolutamente orgânica no planeta de Avatar (James Cameron), onde os indíduos se metamorfoseiam noutra espécie humanoide que é detentora de uma visão “mais verdadeira” da vida humana – com mais sentidos, maior amplitude de compreensão essencial.
FABULAÇÃO CRIADORA
ARTE, IMAGENS DA MENTE
ARTE, IMAGENS DA MENTE
FIGURAS DE LUZ
IMAGENS, UNIDADES DE ENERGIA
IMAGENS, UNIDADES DE ENERGIA
“Crary (1999) pinça um curioso exemplo da inserção das tecnologias comunicacionais no contexto do final do século XIX: a obra de Thomas Edison. O cinema para Edison, por exemplo, não tinha nenhuma importância em si, mas sim como mais um elemento em um fluxo potencialmente infinito em que um espaço de consumo e circulação (no caso, de imagens) pode ser activado. Assim, filmes, fotografias, sons gravados e outros deviam ser entendidos como partes de um mesmo território abstrato em que unidades de energia circulavam de modo indiferenciado” Ieda Tucherman, in “O Corpo Transparente”
- Camilla d'Errico
- Marina Nunez - Locura, 2006
- The Tree of Life (2011, Terrence Malick) ; Samadhi (1967, Jordan Belson) - a partir do post de Luis Mendonça
- Prisma de Newton (A sua teoria das cores foi apresentada em 1672)
- Marina Nunez - Locura, 2006
- The Tree of Life (2011, Terrence Malick) ; Samadhi (1967, Jordan Belson) - a partir do post de Luis Mendonça
- Prisma de Newton (A sua teoria das cores foi apresentada em 1672)
Maria Filomena Molder sobre Tree of Life
“Chama-se precisamente percepção à imagem reflectida por uma imagem viva. (...) a imagem especial, a imagem viva, é indissoluvelmente centro de indeterminação e ecrã negro.” Deleuze, em “A Imagem-Movimento”
VIDA : A CONSTITUIÇÃO LUMINOSA/ ILUMINADORA
DAS IMAGENS
Em óptica, um prisma é o elemento óptico transparente, tipicamente de vidro, com superfícies polidas e rectas que refractam a luz, separando as cores do espectro que a constituem (as cores do arco-íris – no caso deste são as gotículas de água que desempenham a função refractária do prisma). A decomposição da luz, descoberta de Isaac Newton, assim provou que a cor não é um fenómeno físico, na medida em que o mesmo comprimento de onda pode ser percebido diferentemente por pessoas distintas (incluindo outros seres vivos), ou seja, cor é um fenómeno fisiológico, de carácter subjectivo e individual. “Na imagem-movimento ainda não há corpos ou linhas rígidas, nada senão linhas ou figuras de luz. Os blocos de espaço-tempo são essas figuras. (...) Conjunto de imagens-movimento; colecção de séries ou figuras de luz.” Assim descreve Deleuze a imagem cinematográfica (bloco de tempo e movimento).
O negro primordial da caverna de Platão é um lugar de pré-nascimento da mente humana nas possibilidades do seu esclarecimento - o gesto de passar à claridade (iluminação) através do raciocínio, metáfora iluminista, corresponde ao da formação da imagem na película impressionada por feixes de luz que a atravessam com intensidades específicas, a fim de aí trazer uma nova claridade - uma imagem.
LIVRO DOS MORTOS
PARA VOLTAR À LUZ
"Livro dos mortos" é a denominação moderna do antigo nome egípcio "Livro de Sair para a Luz". Designa uma colectânea de feitiços, fórmulas mágicas, orações e hinos e litanias, do Antigo Egipto, escritos em rolos de papiro e colocados nos túmulos funerários, junto das múmias, para auxiliar o morto na sua viagem para o Além, afastando os eventuais perigos que pelo caminho surgissem. Um livro alicerçado em ideais de verdade e de justiça, supostamente o primeiro conhecido a sublinhar como a conduta moral na terra era a condição de julgamento no Além - diante da deusa Maat, não valeriam os bens ou a posição social do falecido. Fortemente religiosos, os egípcios consideravam os textos a obra do deus Thoth, e denominavam estes textos (acessíveis a todos os extractos sociais, porque reproduzidos em materiais de baixo custo) de Capítulos do Sair à Luz ou Fórmulas para Voltar à Luz (Reu nu pert em hru).
VIDA : MOVIMENTO DOS OLHOS
A palavra Samadhi (de acordo com o hinduísmo) corresponde à absorção da consciência individual à hora da própria morte - correspondendo ao ciclo da vida um ciclo da visão; não há cores sem luz, mas só existe percepção óptica dessas cores porque há seres vivos - humanos ou animais – aptos a essa tarefa. Se em The Tree of Life, esta imagem das cores em expansão simboliza o nascimento – nascer em direcção a uma vida que é radiância (a vida é iluminação, é a progressiva acumulação de imagens e estas são composições de cores em variação visível), em Samadhi, o último instante na vida é a hora da morte que assinala o derradeiro fechar dos olhos (o fechar das imagens, das memórias, o voltar ao negro, à ausência de luz e de cor.)
O negro primordial da caverna de Platão é um lugar de pré-nascimento da mente humana nas possibilidades do seu esclarecimento - o gesto de passar à claridade (iluminação) através do raciocínio, metáfora iluminista, corresponde ao da formação da imagem na película impressionada por feixes de luz que a atravessam com intensidades específicas, a fim de aí trazer uma nova claridade - uma imagem.
LIVRO DOS MORTOS
PARA VOLTAR À LUZ
"Livro dos mortos" é a denominação moderna do antigo nome egípcio "Livro de Sair para a Luz". Designa uma colectânea de feitiços, fórmulas mágicas, orações e hinos e litanias, do Antigo Egipto, escritos em rolos de papiro e colocados nos túmulos funerários, junto das múmias, para auxiliar o morto na sua viagem para o Além, afastando os eventuais perigos que pelo caminho surgissem. Um livro alicerçado em ideais de verdade e de justiça, supostamente o primeiro conhecido a sublinhar como a conduta moral na terra era a condição de julgamento no Além - diante da deusa Maat, não valeriam os bens ou a posição social do falecido. Fortemente religiosos, os egípcios consideravam os textos a obra do deus Thoth, e denominavam estes textos (acessíveis a todos os extractos sociais, porque reproduzidos em materiais de baixo custo) de Capítulos do Sair à Luz ou Fórmulas para Voltar à Luz (Reu nu pert em hru).
VIDA : MOVIMENTO DOS OLHOS
A palavra Samadhi (de acordo com o hinduísmo) corresponde à absorção da consciência individual à hora da própria morte - correspondendo ao ciclo da vida um ciclo da visão; não há cores sem luz, mas só existe percepção óptica dessas cores porque há seres vivos - humanos ou animais – aptos a essa tarefa. Se em The Tree of Life, esta imagem das cores em expansão simboliza o nascimento – nascer em direcção a uma vida que é radiância (a vida é iluminação, é a progressiva acumulação de imagens e estas são composições de cores em variação visível), em Samadhi, o último instante na vida é a hora da morte que assinala o derradeiro fechar dos olhos (o fechar das imagens, das memórias, o voltar ao negro, à ausência de luz e de cor.)
“Segundo Heidegger, o Mito da Caverna, aparentemente, refere-se à educação, em vez de sugerir alegoricamente doutrina da Verdade. O homem tem de se esforçar para atingir vários níveis de uma ascensão se pretender libertar-se do quotidiano – da caverna sombria – para atingir a luz do céu aberto.” Fernando Coelho Cintra no ensaio “Em busca do ser metafísico”
World on Wire, Fassbinder
Minority Report, Spielberg
2001 Odisseia no Espaço, S. Kubrick
QUE IMAGENS VEREMOS DEPOIS DA MORTE ?
QUE IMAGENS VEREMOS DEPOIS DA MORTE ?
A DANÇA DE SER.
terça-feira, 26 de abril de 2011
FÉLIX GUATTARI /
FRANCIS BACON /
GILLES DELEUZE /
LEONARDO DA VINCI /
MEYERHOLD /
NIJINSKY /
RICHARD KELLY
terça-feira, 26 de abril de 2011
Cartografia do existir
GEOGRAFIA INTERIOR
“Assim como o mundo tem uma geografia, também o homem interior tem sua geografia e esta é uma coisa material.” Antonin Artaud
“ Para Gilles Deleuze e Félix Guattari os indivíduos ou grupos são atravessados por verdadeiras linhas, fusos e meridianos distintos. A nossa existência é uma espécie de geografia. Somos corpos cartográficos.” Alexsandro Galeno Dantas in “Antonin Artaud - cartógrafo do abismo”
Homem Vitruviano, cerca de 1690, Leonardo da Vinci
Nijinsky, Bailarina ou o Deus da Dança (detalhe)
Recordo o homem vitruviano de Da Vinci : a figura traça um modelo perfeito de cânone anatómico, bilateralmente simétrico, dentro de um quadrado e de um círculo (como idealizara Vitrúvius). Obliterando as linhas de apoio do desenho, poder-se-ia desenhar num número infinito de disposições/ figurações do humano. De tal forma que rapidamente se acabaria com a proporção inicial da figura, e as linhas sobre as linhas trasformar-se-iam num ensaio de gestos, de movimentos, de proporções. Como se a estas linhas correspondessem meridianos de um projecto de infinitas disposições para corpo humano - linhas de possibilidade.
Cada figura, atravessada por linhas de fuga materiais e imateriais, que lançam entre possibilidades de caminho o ser : o ser, enquanto objecto espacial consequente, figura constantemente sob a mutação do tempo; e o ser, entidade cognitiva, em afirmação da sua identidade através da sua acção causal. Á luz da dualidade, Epimeteus/ Prometeus, da matriz parte a linha que descreve o que separa animalidade do corpo humano em toda a movimentação - a da sua elevação desse mundo animal pelo racional, natureza restrita ao humano (e 'dívida' do ser humano para com a evolução natural.)
No capítulo inaugural de Lógica da Sensação, Deleuze, ao debruçar-se sobre a pintura de Francis Bacon, identifica "muitas vezes um círculo (que) delimita o lugar onde se encontra situada a personagem, ou seja, a Figura. (...) o quadro comporta uma pista, uma espécie de circo, enquanto lugar. Trata-se de um procedimento muito simples que consiste em isolar a Figura. (...) O importante é que não constrangem a Figura à imobilidade; pelo contrário, cumprem o papel de tornar sensível uma espécie de progressão, de exploração da Figura no lugar ou sobre si mesma. É um campo operatório.”
Meyeherhold, Biomecânica
Cada figura, atravessada por linhas de fuga materiais e imateriais, que lançam entre possibilidades de caminho o ser : o ser, enquanto objecto espacial consequente, figura constantemente sob a mutação do tempo; e o ser, entidade cognitiva, em afirmação da sua identidade através da sua acção causal. Á luz da dualidade, Epimeteus/ Prometeus, da matriz parte a linha que descreve o que separa animalidade do corpo humano em toda a movimentação - a da sua elevação desse mundo animal pelo racional, natureza restrita ao humano (e 'dívida' do ser humano para com a evolução natural.)
No capítulo inaugural de Lógica da Sensação, Deleuze, ao debruçar-se sobre a pintura de Francis Bacon, identifica "muitas vezes um círculo (que) delimita o lugar onde se encontra situada a personagem, ou seja, a Figura. (...) o quadro comporta uma pista, uma espécie de circo, enquanto lugar. Trata-se de um procedimento muito simples que consiste em isolar a Figura. (...) O importante é que não constrangem a Figura à imobilidade; pelo contrário, cumprem o papel de tornar sensível uma espécie de progressão, de exploração da Figura no lugar ou sobre si mesma. É um campo operatório.”
O princípio da Figura é um princípio de movimento - Deleuze explica como o figurativo (a representação) implicando a efectiva relação com o objecto que se propõe a ilustrar, se pode libertar, através do isolamento, do facilitismo de representar objectivamente. Libertar-se de narrar, ilustrar ou descrever um objecto pré-existente é, então, procurar ensaiar a sua essência. A vida é movimento, e as Figuras vivem. Pela arte se inauguram novos corpos longe dos seus traumas de ser corpo: longe da finitude das suas extremidades, longe da falibilidade dos seus órgãos. Os corpos reconstroem-se libertos das necessidades, acontecem em plena autonomia. As Figuras têm poder – o de permanecer. A arte povoa.
FABULAÇÃO CRIADORA
“A fabulação criadora nada tem a ver com uma recordação, ainda que amplificada, nem com um fantasma. De facto, o artista, incluindo o romancista, excede os estados perceptivos e as passagens efectivas do vivido. É um vidente, alguém que devem. Como contaria ele o que lhe aconteceu, ou o que imagina, uma vez que é uma sombra? Viu na vida algo de demasiado grande...” Deleuze e Guattari, in “O que é a filosofia?”
FRANCIS BACON, DESFIGURADOR
Bacon insere-se num clima de tensão : a figura humana está desfigurada e, ainda assim, os gestos desviantes procuram vestígios de um real. Um real que denuncia a sua subjectividade Um real que se reinventa (como corpos vazios, carentes de “dentro”, que se esvaziam e se enchem, incessantemente). Mondzain lembra que reflectir sobre a arte é reflectir acerca dos poderes criativos que a arte tem sobre o real, ou seja, sobre a indeterminação das coisas. É uma função e deve ser considerada enquanto tal : um insuperável papel activo na construção da realidade.
A arte renasce; refunda-se e refundamenta-se pela originalidade de cada imaginação renovada. Como se o artista, apesar de “mundificado”, de irredutivelmente cicatrizado pelas coordenadas do seu percurso pessoal no espaço-tempo, tivesse capacidade para uma evasão temporária, um estado absorto à correspondência entre os conceitos por si apreendidos e os respectivos significados que imediatamente lhe surgem. Um gesto de criação fracturante, absolutamente saído dos eixos (uma reinvenção do dicionário, como se descreve em 1984 de Orwell) que transcende os contornos do previamente conhecido e realizado. A matéria é a carne, mas o humano é outro : desafia a própria humanidade.
FABULAÇÃO CRIADORA
“A fabulação criadora nada tem a ver com uma recordação, ainda que amplificada, nem com um fantasma. De facto, o artista, incluindo o romancista, excede os estados perceptivos e as passagens efectivas do vivido. É um vidente, alguém que devem. Como contaria ele o que lhe aconteceu, ou o que imagina, uma vez que é uma sombra? Viu na vida algo de demasiado grande...” Deleuze e Guattari, in “O que é a filosofia?”
“Eu já não sei quem é quem. Eu e a tela somos um só.” Cézanne
FRANCIS BACON, DESFIGURADOR
Bacon insere-se num clima de tensão : a figura humana está desfigurada e, ainda assim, os gestos desviantes procuram vestígios de um real. Um real que denuncia a sua subjectividade Um real que se reinventa (como corpos vazios, carentes de “dentro”, que se esvaziam e se enchem, incessantemente). Mondzain lembra que reflectir sobre a arte é reflectir acerca dos poderes criativos que a arte tem sobre o real, ou seja, sobre a indeterminação das coisas. É uma função e deve ser considerada enquanto tal : um insuperável papel activo na construção da realidade.
A arte renasce; refunda-se e refundamenta-se pela originalidade de cada imaginação renovada. Como se o artista, apesar de “mundificado”, de irredutivelmente cicatrizado pelas coordenadas do seu percurso pessoal no espaço-tempo, tivesse capacidade para uma evasão temporária, um estado absorto à correspondência entre os conceitos por si apreendidos e os respectivos significados que imediatamente lhe surgem. Um gesto de criação fracturante, absolutamente saído dos eixos (uma reinvenção do dicionário, como se descreve em 1984 de Orwell) que transcende os contornos do previamente conhecido e realizado. A matéria é a carne, mas o humano é outro : desafia a própria humanidade.
“... A única esperança que resta à Humanidade é a de se reconstruir, de se regenerar enquanto novo corpo...” Francesca A. Miglietti in Extreme Bodies
Donnie Darko, Richard Kelly, 2001
No filme de culto juvenil Donnie Darko, os fluxos de movimento dos vários personagens ganham uma materialização visível : desenham as linhas de energia que se cruzam à medida que as presenças humanas oscilam entre si (uma festa torna-se um jogo de movimentações, um palco de energias juvenis cruzadas), como se cada unidade emanasse uma radiância individual. Um pré-determinismo...?
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